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Guerra Contra O Terrorismo
Dois Anos Depois: Vitória ou Derrota?
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Em setembro completaram-se dois anos desde os ataques às duas torres mais proeminentes de Manhattan.
O golpe teve conseqüências fenomenais, serviu como declaração de guerra ao descontentamento contra os Estados Unidos no mundo árabe e levou a uma mudança radical da política externa americana, que a partir de então voltou-se ao Oriente Médio e à dissidência militante naqueles países.
Bush foi à TV na época e foi cuidadoso em alertar que o objetivo da guerra não seria uma vitória óbvia e definitiva, mas um acúmulo de pequenas e decisivas vitórias.
Osama Bin Laden também foi mostrado na TV para ostensivamente declarar guerra contra judeus e infidéis, querendo dizer ocidentais. E voltou à TV esse ano para renovar a declaração.
Embora não pareça ao cidadão comum, a guerra declarada em 11 de setembro de 2001 ainda não acabou. Tudo indica que está longe do fim. Osama Bin Laden continua solto e na ativa, o mesmo ocorre com Sadam Hussein.
Depois de dois anos, quais foram os ganhos?
A estratégia dos americanos e aliados tem sido remover do poder governos de tendência duvidosa, que possam patrocinar grupos terroristas. A opção óbvia foi o Afeganistão. Ali os líderes não foram capturados, nem tampouco Bin Laden. O talibão já reagrupou-se e está ativo naquele país. O governo instalado pelas forças ocupantes exerce pouco controle sobre a administração geral. Mesmo assim, pode-se declarar vitória aos americanos e aliados, na medida em que o objetivo era apenas remover o talibão do poder e não a reconstrução do país.
O mesmo se aplica ao Iraque. Comissões parlamentares americanas e inglesas concluem que Saddam Hussein não possuía elos com grupos radicais muçulmanos, nem tampouco armas de destruição em massa. A falta de um governo estruturado transformou o Iraque num imã para terroristas, em busca de oportunidade para matar tantos americanos quanto for possível. O país está em caos onde, desde 1 de maio até 16 de setembro, 159 americanos foram mortos em ataques terroristas no país. Mesmo assim, no contexto da guerra contra o terrorismo, a invasão justifica-se pela remoção de um governo pouco amigável aos interesses ocidentais e pela instalação de tropas americanas no centro do Oriente Médio, diminuindo a dependência americana da Arábia Saudita, de onde vieram 15 dos 19 suicidas no ataque ao World Trade Center.
Hoje os americanos voltam-se contra o Irã. Já foi dado um ultimato para que o país revele e justifique seu programa nuclear. O Irã corre sérios riscos de ser o próximo.
Porém, é no histórico conflito entre Israel-Palestina que os EUA estão sendo derrotados, onde a apropriação de terras e matança indiscriminada de palestinos alimenta o ressentimento no mundo árabe e, como conseqüência, a ação de terrorista em todo o mundo. Pela indiferença israelense a qualquer iniciativa americana de paz, fica claro que os EUA e o mundo como um todo não exercem qualquer controle sobre aquele governo, e desta maneira apenas alimentam o rancor dos árabes contra os americanos.

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Papa João Paulo II: Procura-se Um Sucessor
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O Vaticano insiste que não há motivo para alarme, mas os dois dias em que o Papa presidiu cerimônias públicas em Eslováquia, nos dias 10 e 11 de setembro, deixaram visíveis a fragilidade de João Paulo II aos 83 anos de idade.
Durante a missa de abertura o Papa, que sofre efeitos da doença de Parkinson, limitou-se a permanecer sentado e não conseguiu pronunciar os dois discursos que estavam programados. Ao sair teve que ser ajudado por dois assistentes.
No segundo dia, durante a missa a céu aberto para milhares de pessoas, leu com dificuldade o primeiro e último parágrafo do sermão. Na última hora, foi decidido que um cardeal o ajudaria na leitura do mesmo.
Apesar da idade e das dificuldades físicas causadas pela doença, o Papa não demonstra qualquer sinal de debilidade mental. Ao contrário, mantém ainda a mesma lucidez aguçada. Ao ser perguntado como estava, respondeu em tom de brincadeira: "não muito bem do pescoço para baixo, mas eu não dirijo a Igreja com os pés."
Dirigindo um dos mais longos papados da história (26 anos), há muito a Igreja, com a intervenção do próprio Papa, vem selecionando possíveis sucessores, porém a maioria já faleceu.
O vigor de João Paulo II foi o ponto forte na escolha, porém a longevidade de seu papado cria uma dificuldade para a Igreja, na medida em que o Papa deve buscar impor sua autoridade no cenário mundial, dividindo com um grupo de líderes composto por homens vigorosos, de meia-idade e pertencentes a gerações mais novas.
Já que abdicação não é uma alternativa para o Papa, na escolha do sucessor caberá à Igreja decidir por um Papa mais maduro, ou a um papado mais longo e menos adaptável às mudanças da sociedade.

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Palavra Final Sobre o Uso da Maconha
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Depois de vários experimentos e planos para a liberação da maconha, finalmente o governo chegou a uma conclusão a respeito.
A polícia não vai deter ninguém encontrado com pequenas doses. Depois de obter nome e endereço, o portador vai receber apenas uma advertência verbal e a droga vai ser confiscada. O porte de pequenas doses (suficiente para o uso pessoal) não é considerado crime ou contravenção, nem resulta em ficha criminal.
Na nova Criminal Justice Bill a polícia reteve o poder de detenção dos que estiverem usando cannabis em lugares públicos, especialmente se houver menores nas imediações. Neste caso, a ação policial implica em formação de inquérito e ficha de passagem na polícia. A quantidade aceitável para o porte não foi determinada pela nova lei. Ficou em aberto para que o policial possa definir a ação a ser tomada, de acordo com as circunstâncias de cada caso.
Nada realmente muda e a regra continua: Se estiver balão, não chame atenção.

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